Tuesday, December 13, 2005

 

A Visão mete nojo - porque os media perpetuam preconceitos

Outro órgão de comunicação da imprensa escrita supostamente 'nacional' mas que na verdade só representa os interesses e os pontos de vista da asquerosa cidade de lisboa, para além de difundir toda a patacoada da sua ideologia centralista e discriminatória é a revista Visão.

Apelamos portanto ao boicote total desta infame revista, exortando inclusive a que os seus exemplares sejam rasgados, queimados e mesmo que se lhes urine em cima, como lhe é merecido.

Quase invariavelmente, esta revista refere-se ao interior como o «país real» ou o «Portugal profundo». Os termos, tomados assim isolados, até parecem elogiosos, opondo o resto do país à superficialidade e à inautenticidade de lisboa...

No entanto, o contexto em que são usados não é esse, senão a lógica simples do insulto, do desdém e do desprezo. De facto, para a Visão, uma viagem ao interior do país é muitas vezes citada como «uma descida», o que transparece obviamente uma perspectiva depreciativa e pejorativa, não só injusta como de resto sem qualquer sentido, já que lisboa não se situa no topo de nenhuma cordilheira que implique 'descer' para aceder a qualquer outro ponto do país.

A Visão, tal como a generalidade dos supostos medias 'nacionais' com base na zona de lisboa, unicamente se interessam pelo interior quando há catástrofes, desgraças ou escândalos. Ou seja, não cumpre a sua função de formar e informar, apenas o usa e abusa como um recurso mediático. O decurso normal da vida cultural e social da 'província' é totalmente escamoteado, de tal forma que são muitos os portugueses, lisboetas e não só, que ignoram que existe vitalidade cultural, florescimento económico, activismo político ou mesmo até qualidade de vida em tantos pontos do país onde realmente se dão.

Ora, este é justamente o efeito pretendido pela omissão destas notícias. Qualquer ocorrência insignificante em lisboa tem honras de reportagem televisiva e ampla cobertura na imprensa. Mas a celebração de algum evento ou sucesso de grande impacto realizado em Faro, Coimbra ou Évora, para já não referir o Fundão, Montemor-o-Novo ou Tondela, é totalmente obnibulado.

Por exemplo: uma manifestação de 100 estudantes em lisboa terá sempre maior cobertura na comunicação social que uma manifestação com 10.000 estudantes em Coimbra - mesmo que estes últimos sejam alvo de brutal represália policial o país jamais provavelmente jamais saberá.

Outro exemplo: a comemoração do 6º aniversário de uma companhia teatral de nível meio amador sediada em lisboa merecerá sempre maior atenção por parte dos media que as celebrações dos 25 anos de uma companhia profissional e de reconhecidos méritos (por exemplo, o CENDREV) ou do 40º aniversário de um centro cultural de grandes dimensões e com programação regular e interessante (o TAGV, por exemplo), só porque se situam noutro ponto do país.

Esta mísera e mesquinha intenção de ocultar a vida social e cultural do interior obedece a dois objectivos fulcrais:

- primeiro, salvaguardar aos lisboetas a sua própria ilusão de que vivem no centro do mundo civilizado e que o resto do país é pouco mais que uma paisagem parcamente habitada aqui e ali por dois ou três camponeses velhotes. Esta é de facto a representação com que muitos jovens do interior, mesmo os oriundos de capitais de distrito, quando se deslocam para lisboa por motivos de estudos são brindados pelos seus colegas nativos, o que revela bem a ignorância profunda da generalidade dos lisboetas, mesmo daqueles que frequentam o ensino superior;

- segundo, subministrar aos não-lisboetas uma ignorância recíproca para que não possam estabelecer entre eles comunicação, vínculos, parcerias estratégicas e proveitosas, nem dispor de voz mais activa para exercer as reivindicações comuns contra lisboa (por exemplo: a regionalização, ou tão somente investimentos públicos sérios e dignos) e assim divididos se submetam mais facilmente à ignominiosa ditadura do poder central.

e assim se continuam a construir em lisboa salas de espectáculo completamente inúteis (como o Teatro Camões), quando elas são é necessárias em Beja, Castelo Branco ou Bragança, locais totalmente carentes de investimento público, nem sequer uma boa (nem má) linha ferroviária que as una.Curiosamente, um dos únicos meios de comunicação que escapa a esta tendência é o Correio da Manhã, onde o resto do país é muitas vezes tratado por igual. É provavelmente o único jornal de lisboa que noticia com regularidade as actividades culturais que decorrem fora de lisboa - quase todos os outros meios as ignoram ostensivamente. Por isso talvez o Correio da Manhã seja tão mal visto precisamente em determinados círculos lisboetas...

 

Referendo Nacional? ah ah ah


Na mesmíssima edição do Público (23/11/05), uma pequena notícia (p.5) dava conta duma delirante exigência do Presidente da Câmara dessa terra nojenta que dá por nome lisboa.

Dizia o autarca em questão - um tal Carmona Rodrigues, ao que parece, que na volta nem sequer nasceu em lisboa, mas já se sabe que esta cidade provoca doenças mentais profundas em quem tem a infelicidade de nela viver - que pretendia «um referendo nacional» sobre a questão de se fazer ou não o Aeroporto de lisboa na Ota e a eventual extinção ou não do Aeroporto da Portela.

O caro senhor se quer fazer um referendo, que o faça na sua terra, e que deixe o resto do país em paz, porque de resto, é evidente que a sua área de competência acaba nos limites do seu município e não tem nenhum poder sobre os restantes, que, lembro ao ingénuo senhor, são mais de trezentos, apesar de ser aquele que ele governa o que consome mais recursos ao estado e ao País.

Igualmente, há que notar-se que um assunto que respeita a lisboa e aos parolos do lisboetas não tem que ser tema de referendo nem de discussão entre aqueles que vivem e convivem noutros pontos do país.

O Presidente da Câmara de lisboa, simplesmente por sê-lo, será sempre e automaticamente um inimigo do Alentejo - e isto, independentemente da sua cor ou casaca política.
O actual edil dá-nos razão: a arrogância irresponsável das suas declarações demonstram um espírito mesquinho de quem confunde o poder autárquico com o nacional, de quem não sabe distinguir entre lisboa, a cidade execrável, e o resto do país, obrigado por sobranceria e cinismo a viver na sua sombra.
O soberbo indíviduo, não satisfeito com a sua disdacália adstringente, afundou-se ainda mais, sustentando que já viu fazerem-se referendos 'por muito menos'. Esta já esgota a nossa paciência e faz do pobre sujeito um caso clínico de alto grau. Tanto quanto sabemos, referendos em Portugal fizeram-me pela Integração Europeia, pelo Aborto (de má memória, mas enfim) e... pela Regionalização.
Ora, o douto senhor Carmona deve-se estar a referir, na sua perspectiva de sincretismo infantil entre autarquia olissiponense e despotismo central, a esta última questão - a Regionalização, que pomposamente classifica de assunto de inferior importância. Para ele claro, a quem o interesse da maioria dos portugueses (70 a 90 por cento) lhe importa uma caçarola de iscas fritas. Ora, acontece que é SÓ a questão mais importante para resolver os problemas estruturais e de decisão do país!

Queima-te a ti mesmo Carmona, que o nosso fogo é demasiado purificador para um reles da tua baixa categoria! E faz referendos na casa-de-banho, que é onde podem ter verdadeiro alcance as tuas propostas escatológicas! Reiterando um dos nossos lemas: Portugal não é Lisboa, Lisboa não é Portugal.
As colinas alfacinhas voltarão a ruir e a praça do município também!

 

Manuel Queiró, alvo a abater


Escreve um tal abominável Manuel Queiró no Público (23/11/05, p.7): " o TGV [...] pouca utilidade terá, porque o trajecto é pelo Alentejo e não terá préstimo para a maioria dos portugueses".

Reparem no sórdido pormenor desta mente vil ao relacionar descaradamente 'pouca utilidade' com 'Alentejo' ...

Este indivíduo é um repelente, obviamente um apologista do poder central (por ele, o TGV deveria seguramente unir lisboa a lisboa...) e um inimigo do desenvolvimento do interior, em especial e muito claramente, como se pode depreender do seu escrito pacóvio e insultuoso, do Alentejo.

Cada vez que for visto no Alentejo, este indivíduo de nome indigno deve ser cuspido e vilipendiado, sabendo-se de antemão que quem tece comentários desta índole escabrosa jamais se arrependerá, pois tem o cérebro infecto e só os vermes ao corrorem um dia o seu cadáver poderão erradicar a sua lúgubre insanidade.
Rebola-te no chão Manuel Queiró, nos excrementos caninos que povoam essa medonha cidade de lisboa! E o Público deve voltar a ser rasgado e queimado, esse órgão de comunicação intratável que só difunde ideologia lisboeta e horror centralista!!!

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